domingo, 28 de febrero de 2010

Xinthia paso por Foios, Hoyos y por Sainte Verge

Bonjour, bon dia, buenos días

¡Vaya Invierno pasado por agua! Ahora le ha tocado al viento y ya sabemos que por Hoyos no fue demasiado intenso, desde luego no como en la zona de Thouars donde parece ser que las rachas llegaron a los 140 Km/h. El agua también ha causado algunos daños. Precisamente contamos con unas imágenes de la inundación ocurrida en Hoyos la semana pasada por la fuerte lluvia de la noche anterior. También os mostramos el aspecto de Foios tras una fuerte lluvia !Necesitamos alguna imagen de Sainte Verge¡

Saludos, salut, saudaçoes

Por aquí salía el agua...
... y por aquí entraba.
Problema solucionado

Foios un día cualquiera de este Invierno

sábado, 6 de febrero de 2010

LA RAYA UNIDA

Buenos días, bon dia, bonjour

Bueno, Jose Manuel desde Foios, nos envía la noticia de un importante encuentro que tuvo lugar hace apenas una semana entre representantes de las Mancomunidades y Municipios fronterizos de la zona de la Raya hispano-portuguesa. Otra noticia que nos envía Jose Manuel es que se está preparando el hermanamiento entre las localidades de Foios y Castelneau, localidad próxima a Burdeos.

Saludos, salut, sadaçoes

União transfronteiriça

Parque Termal do Cró foi ponto de passagem da comitiva ibérica


Realizou-se durante o dia de hoje uma reunião transfronteiriça entre os autarcas do Sabugal, o vice-presidente de Penamacor, a Mancomunidade do Alto Águeda e Serra da Gata, que visou o delinear estratégias de cooperação para a promoção desta região.

A convocatória vem no seguimento de vários contactos e reuniões que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal (CMS), António Robalo tem vindo a desenvolver com base num programa mais amplo de parcerias estratégicas delineadas pelo próprio autarca. É intenção do município reforçar e desenvolver as relações ibéricas em todas as áreas que afectam a zona raiana.

Posto isto, este encontro teve lugar no Centro Cívico, dos Fóios, onde estiveram presentes os representantes e alguns Alcaides da Mancomunidade do Alto Águeda e Serra da Gata (conjunto de freguesias, ou povos que pertencem à região do Alto Águeda e Serra da Gata, que no total, são 34 freguesias), António Bellanco Fernandez (Eljas) e Florêncio Ramos Ramos, assim como, os presidentes de Junta raianos e o Presidente da CMS, António Robalo. A sessão começou perto 10h30 da manhã, no auditório do Centro Cívico. O principal assunto discutido foi o estreitar de relações e cooperação fronteiriça entre os povos raianos com a criação de uma Associação local/regional que permita criar um grupo de trabalho que promova e desenvolva esta área e, como disse António Robalo, para “que possamos ultrapassar barreira mental que anteriormente foi criada aquando o contrabando e que agora não se justifica, pois nos tempos de hoje, o que conta é a união para se puder fazer força”.

Ou seja, esta reunião teve como base o concertar e partilhar de sinergias entre a raia portuguesa e espanhola, essencialmente, na coordenação entre as Mancomunidades e as Câmaras do Sabugal e Penamacor, que ao todo são quatro entidades, na cooperação transfronteiriça e naquilo que o autarca sabugalense denominou de políticas de terceira geração (a nível cultural, educacional e turístico) que permitem uma qualificação de vida dos cidadãos. Como tal, foi discutido também a necessidade de criação de uma rede de comunicação, porque os problemas que a região portuguesa possui, também, a espanhola os tem, falta de pessoas, emprego e desenvolvimento. Por isso, a união entre o Sabugal, Penamacor e as Mancomunidades do Alto Águeda e Serra da Gata passa pela cooperação e troca de informações, para que seja possível fazer um diagnóstico territorial à lupa de toda esta região e para que seja possível trabalhar em conjunto. Para o Alcaide da Mancomunidade da Serra da Gata, António Bellanco Ferandez, “o importante é manter contacto entre a região espanhola e portuguesa e criar uma Associação de âmbito internacional, para a realização de projectos europeus que englobem esta região, que já deixou de ser limitada por fronteiras desde a criação da Comunidade Europeia. Como tal, aquilo que deve ser prioritário é a criação de emprego, o desenvolvimento da agricultura e pecuária”. Já para Florêncio Ramos e Ramos, da Macomunidade do Alto Águeda o importante é a “diminuição das barreiras físicas, ou seja, a criação de redes de comunicação, como são o caso das estradas que ligam Portugal a Espanha e vice-versa, que permitirão o intercâmbio fronteiriço e facilitarão as relações entre os dois países”.

Terminada a reunião, já se encontrava na praça dos Fóios o autocarro da CMS que levaria toda a comitiva até ao local onde se realizou o almoço – o Restaurante TrutalCôa, um espaço bem conhecido pelos nuestros hermanos. Mas antes do deleite, os representantes portugueses e espanhóis tiveram uma visita guiada aos viveiros das trutas, onde o proprietário deste estabelecimento, António Tavares fez as honras da casa. Quem também se juntou a esta comitiva foi o Vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor, António Cabanas que não pôde comparecer à recepção no Centro Cívico, mas apareceu para almoçar. Aproveitando o facto de a Câmara de Penamacor também estar presente e de ser uma das entidades envolvidas nesta cooperação fronteiriça, António Cabanas também quis deixar o seu testemunho em relação a esta união ibérica. Para além de frisar aquilo que os seus homónimos espanhóis falaram, António Cabanas referiu “a necessidade da Serra de Malcata e da Serra de Gata se unirem para que o Lince Ibérico regresse ao seu habitat histórico e para que o centro de reprodução seja também contemplado nesta região. O Lince Ibérico foi o princípio de todo o conceito que a Serra de Malcata contempla, está na origem desta reserva natural. É preciso criar as condições e fazer as pressões necessárias para que o Lince regresse às duas Serras”. António
Cabanas falou também na marca “Terras do Lince”, que resulta de uma parceria entre as câmaras do Sabugal e Penamacor, que comercializa produtos da região, como por exemplo, o mel, uma aposta conseguida e que poderá ser alargada até às Mancomunidades do Alto Águeda e Serra da Gata.

Mas como a fome já apertava procedeu-se ao almoço convívio propriamente dito. Foram servidas iguarias da região, como a truta e o borrego, sob a paisagem magnífica desta região do Riba Côa, através da vista panorâmica que o Restaurante TrutalCôa oferece.

Depois de “comidos e bebidos” a excursão por terras sabugalenses continuou com o Parque Termal do Cró como próximo destino.

Chegados ao local o engenheiro da CMS, Afonso Tavares fez a visita guiada às obras do complexo termal, nomeadamente, à zona de tratamentos, de banhos, piscina termal e lúdica, bem como, aos pavilhões provisórios. Aproveitando o facto de estarmos neste local, o Cinco Quinas perguntou ao presidente da CMS quando é que as obras estarão terminadas e quando é que o Parque Termal estará a funcionar em pleno. António Robalo respondeu que a “conclusão das obras está prevista para Junho deste ano, no entanto, o Parque Termal só poderá funcionar em pleno assim que estiverem reunidas todas as condições, quer seja a nível de pessoal profissionalizado, quer a nível técnico, mas assim que for inaugurada a obra, as valências que já estão em funcionamento nos pavilhões de tratamento provisórios, estarão também em funcionamento após abertura do Parque Termal”.

Após a visita, os alcaides espanhóis foram convidados a conhecer as instalações da CMS, onde lhes foi oferecida uma pequena lembrança com informação turística e histórica do Concelho. O dia terminou com um agradecimento por parte do autarca sabugalense a todos os que estiveram presentes e com o desejo de que esta cooperação transfronteiriça começa desde cedo a dar os seus frutos.

Presidente do Cantão de Castelneau (França) entre a comitiva ibérica

Jean-Marie Castagneau também participou nesta convocatória, apesar de estar apenas de visita à aldeia dos Fóios: O objectivo da sua vinda até esta região tem que ver com a vontade que possui em ligar-se a esta localidade raiana através da geminação.

Este autarca francês ficou encantado com a região, com a paisagem e com a hospitalidade, reforçando ainda mais a sua vontade em criara um elo de ligação com os Fóios. A vinda do presidente do Cantão de Castelneau deve-se ao facto de um emigrante dos desta aldeia raiana, “François” estar a residir nesta região francesa e que o convidou a conhecer a sua terra natal.

Em relação ao facto de os Fóios se tornar um povo geminado de Castelneau, o Presidente da Junta local, José Manuel Campos referiu que “primeiro temos que nos conhecer. O Jean-Marie Castagneau veio conhecer a nossa região, depois somos nós que iremos até Castelneau e se chegarmos à conclusão que nos devemos juntar, podemos então pensar na possibilidade da geminação”.
VIVA LA RAYA

Por: LRC

domingo, 17 de enero de 2010

Hoyos sur la neige - Hoyos nevado

Bonjour, buenos días, bon dia

Bueno, sabemos que en Sainte Verge la nieve no suele ser noticia, ni siquiera en la Sierra de Gata. Pero la nevada del pasado domingo 10 de enero llevó la nieve a más de 200 Km al sur de Hoyos, hasta Mérida y Badajoz, cubriendo toda Extremadura. En Cáceres hacía 17 años que no se veía una nevada igual. Para muestra aquí podéis ver unas fotos de Hoyos tomadas por nuestra amiga Rosi Navarro y también algunas imágenes de Cáceres que hicimos sin salir de nuestro barrio.

Saludos, salut, saudaçoes

A ver si reconocéis los sitios de las imágenes
Las siguientes imágenes son de Cáceres¡María también vió la nieve por primera vez!

miércoles, 30 de diciembre de 2009

¡Que llueva, que llueva!

Bonjour, bom dia, buenos días. Esta imagen fue tomada ayer, sobre las 17:00 horas.

La Ribera de Acebo, camino de la Piscina de Hoyos

Bueno, ya sabéis que tenemos unas Navidades bastante pasadas por agua, por lo menos en el Oeste de España y en el centro de Portugal. Así que para muestra unas fotos. Tambien comunicaros que hemos vuelto a poner la imagen webcam de Hoyos. Como nos resistíamos a no poner ninguna Webcam francesa, hemos colocado la más cercana que es ¡horrible! ya que se trata de la autoroute de Poitiers a Tours. Podríamos poner una imagen de La Rochelle pero es que parece que no pega mucho por aquello del puerto y los barcos. En fin, nuestros atentos seguidores franceses sabrán darnos alguna dirección. Sin más, os dejo con las imágenes de la riada de ayer.

À bientôt, saludos, até logo


El puente nuevo

La piscina, llenísima

El muro, desbordado

¡Imaginaos el ruido!

¡Cualquiera se baña!



sábado, 26 de diciembre de 2009

Comentarios a "Hoyos 1809 - Paris 1944"

Bonjour, buenos días, bom dia.

Françoise nos envía un comentario al artículo sobre la "La Nueve" que publicamos hace algunos días. Dada su extensión el sistema no permite publicarlo como comentario y se añade como nueva entrada.

Saludos, salut, saudaçoes.

Extrait du livre "les républicains espagnols dans la seconde guerre mondiale" de eduardo pons prades (2004)

Los extremeños que liberaron Paris de los nazis.

Ocho años pegando tiros quizás valieran la pena.
El hombre aparece en la fotografia abrumado por tantas muestras de agradecimiento.Como si no fuera capaz de asimilar tanta alegria . La imagen fue portada en la prensa francesa a finales de agosto de 1944 , y mostraba a la multitud aclamando a uno de los primeros soldados aliados en liberar Paris de las guerras de los nazis.
Sin embargo; porta en su mano una bandera republicana española.

Se llamaba Domingo Baños, y era extremeño.


La historia de los españoles que participaron en la 2ª guerra mundial estuvo silenciada durante más de medio siglo. La rázon principal es que la historiografia oficial francesa no podia permitir que un puñado de exiliados entrara en la leyenda de Ciudad de la Luz

La mayoria pasaron la Guerra Civil, y casi todos fueron cautivos y sufrieron humillaciones en los campos de concentración franceses del otro lado de los Pirineos o en Argelia. Sin embargo, en cuanto tuvieron la oportunidad, se enrolaron en las fuerzas de la Francia Libre de De Gaulle

Bajo el mando del general Leclerc, mataron y murieron en los campos de batalla del desierto o la campiña francesa. Incluso , alguno llegó hasta el corazón del III Reich que se desmoronaba.

Muchos de ellos formaban parte de La Nueve, la primera compañia del segundo batallón de la segunda división blindada del ejército francés. Era conocida asi, "La Nueve", en español porque el 80% procedia de nuestro pais. En recuerdo de su origen, los blindados en los que viajaban llevaban por nombre famosas batallas de la guerra española : Guadalajara, Teruel, Belchite ....

Logo de la página web dedicada a "La Nueve" http://www.lanueve.net/

Ocultos
.

Entre ellos habia un puñado de extremeños. No se conoce el número exacto, ni tampoco demasiados detalles de los que si están identificados. Tantas décades de olvido son una losa demasiado pesada de levantar.

Tampoco ayuda el que muchos se alistaran con nombres falsos.
Querian evitar represalias para sus familias si les apresaban o se oia hablar de ellos en España y, además, bastantes habian desertado de las tropas francesas colaboracionistas para marcharse con Leclerc.

También influye el hecho de que muy pocos regresaran a España. La mayoria murió en combate o se quedó a vivir en Francia después de la guerra.

Unos pocos autores han mantenido vivo el recuerdo de "La Nueve" Antonio Vilanova o Eduardo Pons Prades, por ejemple. EL último ejemplo es la escritora y periodista Evelyn Mesquida, que acaba de lanza su libro "La Nueve. Los españoles que liberaron Paris".

La obra habla, por ejemplo de Baños, que viajaba a bordo del semioruga blindado "Guadalajara", el primer vehiculo aliado que entró en Paris. Fue en la noche del 24 de agosto cuando apenas unos pocos hombres penetraron hasta el ayuntamiento para tomar posesión de la ciudad.

Varios testimonios, como el de Pons Prades, aseguran que toda la dotaciónde este vehiculo era extremeña, pero otras fuentes situán al mando a un alemán antifascista llamado Reitter, y a un vasco, Abenza, al volante . Pero todo el mundo coincide en que a bordo viajaba Baños, quien llegó a ser reconocido con la Cruz de Guerra con estrella de bronce.

Más difusa es aún la figura del sargento Dominguez "El extremeño" llamado asi para distinguirlo de otro valenciano del mismo apellido. De él se dice que recorrió con La Nueve toda Europa. De hecho, hay fotos que le sitúan en Berchtesgaden , la localidad de los Alpes Bávaros donde se encontraba el Nido del Aguila, uno de los refugios de Hitler.

En mayo de 1945, Dominguez fue uno de los 16 españoles que tomaron uno de los últimos reductos del nazismo. En Normandia habian desembarcado 144 compatriotas apenas un año antes.

La historia del reloj.

Pero quizás la historia más fantástica de todas fue la de Antonio Guitiérrez, González para muchos autores europeos. Cuenta la leyenda que fue el nombre que hizo rendirse a Von Choltitz, el jefe de la fuerzas alemanas en Paris. El mismo que se hizo famoso por no querer o no saber cumplir la orden del propio Hitler de destruir la capital francesa.

Hay muchas versiones de lo sucedido, pero todas confluyen en lo fundamental. En la mañana del 25 de agosto se registran duros combates frente al hotel Meurice, el mando de operaciones alemán.
Tres hombres, entre los que se encontraba el extremeño Gutiérrez, rompen el cerco y consiguen entrar en las dependencias del comandante.
Von Choltitz sólo consiente en rendirse ante un oficial, por lo que esperan a que llegue el teniente francés Karcher.

Bien porque se lo diera o porque se lo quitara, lo cierto es que Gutiérrez se quedó con el reloj de pulsera del teutón. El primero en reflejar el suceso fue Antonio Vilanova, hace casi 40 años. El tuvo acceso a testimonios directos de los protagonistas.

Sin embargo, "Gutiérrez no formaba parte de La Nueve, era miembro de la resistencia" , asegura a HOY Evelyn Mesquita, que también ha investigado su figura. Nada más se supo de él, aunque la escritora no tiene dudas de que la historia es cierta .
"Hay multitud de detalles que confirman que fue asi", asegura.

En el famoso best-seller "Arde Paris" de Dominique Lapierre y Larry Collins, se concede todo el protagonismo del lance a Karcher.

INDOMABLE.

Hay un cuarto protagonista extremeño en esta historia, aunque tampoco luchó con Leclerc. Se trata de Manuel López , natural de Garrovillas.

En la Guerra Civil luchó en Las Rozas, Arganda, Guadalajara y Levante; y ascendió a teniente. Huido a Francia, fue internado en un campo de concentración. La invasión alemana le pilló abriendo trincheras con una campañia de trabajo en la frontera franco-belga. Junto a un centenar de compañeros españoles, fue abandonado en un castillo.

Resistieron a los asaltantes alemanes con las pocas armas que encontraron, hasta que fueron hechos prisioneros. Sin embargo, López y cuatro compañeros más lograron escapar por la noche.

En total, la mayoria de los republicanos españoles pasó ocho años en guerra por dos continentes y media decena de paises. Sin embargo, desde que entraron en Francia vieron que esa vez si que podian ganar.

Si en España tuvieron que luchar en inferioridad de condiciones, el material que les entregó el Ejército de EE.UU. les convenció de sus posibilidades. Porque eran duros. La experiencia y las penurias les hicieron grandes soldados. La Nueve era una fuerza de choque, siempre avanzaba por delante de la división.

Como dejó escrito Raymond Dronne, el capitán de la unidad "Poseian ya la experiencia del combate . Y eran bravos, de una bravura a veces excesiva ( ) No tenian oficio, solamente sabian pelear . Todos se pusieron al trabajo con ardor y corazón"

jueves, 24 de diciembre de 2009

Feliz Navidad - Joyeux Nöel - Bon natal

Bonjour, Bon dia, Buenos días

Buenos, fríos y lluviosos días para todos. 2009 ya es casi historia y se acerca 2010.

Este ha sido un año lleno de actividades por parte de las Asociaciones que nos ha llevado desde las Playas de Normandía hasta los Castillos de Ribacôa, pasando por la Abadía de Fontevraud, el Monte S. Michel y la comarca de La Jara en Toledo. Un año para celebrar la muerte del Obispo y hacer amigos en Mohedas de la Jara, un año para iniciar las esperadas relaciones entre los Institutos de Thouars y Hoyos... Otro año en el que fortalecemos las relaciones con nuestros vecinos portugueses y en el que empezamos a pensar en avanzar un poco mas.


Y el año que viene, por fin acogeremos a nuestros hermanos de Sainte Verge durante la Romería del Carrascal ¡esperemos que la climatología acompañe!

Bueno, como algunos sabéis, tenemos una nueva socia en Hoyos. Se llama María. Aún no habla ningún idioma, realmente habla muy poco, pero intentaremos que hable al menos los de nuestros países hermanos ¿Y como? Pues intentando que desde muy pequeña se relacione con personas de otros países. Para eso también sirven los Hermanamientos, para establecer relaciones de igual a igual por encima de prejuicios, leyendas, fronteras y demás conceptos ideados por un ejército de dirigentes y burócratas para apartar a los pueblos y enfrentarlos. Con nosotros han perdido, ...por ahora.

También es este un momento para recordar a aquellos que nos dejaron: Julio Pedro, Damián, Amancio...

Dejamos a María para que os felicite las Navidades.



¡FELICES NAVIDADES Y UN PROSPERO AÑO NUEVO!




martes, 22 de diciembre de 2009

Hoyos 1809 – París 1944

Bonjour, bom dia, buenos días

En este año que termina, lleno de celebraciones por la Guerra de la Independencia , incluyendo los 200 años de la muerte del Obispo Álvarez de Castro, y recordando las imágenes de las playas de Normandía donde nos llevaron nuestros amigos de Sainte Verge el pasado Junio, vamos a hablar de un suceso, también bélico, pero más cercano y paradójicamente mucho menos conocido de lo que lo fue el asesinato de un anciano en los años del absolutismo Borbónico y de la invasión francesa, que trataba de imponer su republicanismo. Realmente faltaba una bandera en la playa de Omaha, la de la República Española.

Y es que, en las playas de Normandía, también desembarcaron soldados españoles. Lo hicieron un par de meses después del famoso “Día D”, cuando el desembarco ya se había consolidado y los alemanes comenzaban su lenta pero imparable retirada. Estos soldados formaban parte de la 2ª División Blindada del Ejército de la Francia Libre, a cuya cabeza estaba el General Leclerc. Dentro de dicha división, casi todos los españoles se encuadraban en la Novena Compañía. Por eso, a dicha compañía se la conocía por su nombre en español: "La Nueve".

La Nueve la formaban soldados republicanos, escapados de la victoria y de la posterior venganza franquista, que encontraron en el ejército francés un refugio, una forma de luchar contra el fascismo apoyando a las potencias democráticas que, un buen día (pensaban ellos) ayudarían a restaurar la legalidad republicana en España.

Camino de la victoria, los soldados de la Nueve fueron siempre en vanguardia de las Fuerzas Francesas Libres, dejando bastantes de sus vidas hasta la ocupación del refugio de Hitler denominado "El nido del Águila" en los Alpes Bávaros. Tras el desembarco pasan inmediatamente a la acción: Avranches; Alençon; Ecouché, donde resistieron durante cuatro días los ataques alemanes. En Ecouché existe una imagen del Sagrado Corazón pagada por los "ateos" soldados republicanos, en agradecimiento a su párroco, el abad Verget, por su comportamiento con las víctimas, que fueron muchas.

Nos acercamos a París, Leclerc quiere recuperar la ciudad a toda costa, pero los americanos prefieren evitarla, dar un rodeo y que la ciudad se rinda sola. Leclerc decide actuar por su cuenta, saltándose el mando americano, y ordena la entrada en París de un destacamento de sus soldados de confianza. En la capital, sus ciudadanos se han levantado en armas. Resisten desesperadamente la llegada de los "americanos". En la noche del día 24 de agosto se escucha el ruido de los primeros blindados cerca de la Puerta de Italia. Al principio la gente se oculta por si son alemanes, después gritan ¡los americanos! Pero el delirio llega cuando se comprueba que se trata de fuerzas francesas, aunque ¡hablan español! Son los semi-orugas de la Nueve que llevan en sus morros y en sus flancos nombres como "Guadalajara", "Don Quijote", "Teruel" etc. y portan la bandera de la república española. Es el teniente Amado Granell el primero en llegar al ayuntamiento (Hôtel de Ville) de París, junto con él se encuentran varios extremeños, entre ellos Domingo Baños, que protagonizó una de las más famosas imágenes de la prensa de aquellos días. Son también soldados españoles los que detienen a Von Choltitz, jefe militar alemán de ciudad. La batalla de París habrá de durar todavía algunos días pero después llegan las celebraciones. El día 26 los españoles encabezan el desfile de la victoria escoltando a De Gaulle. Después acampan en el Parq de Boulogne donde reciben a muchos españoles exiliados.

Quedan todavía muchos días de guerra y muertos hasta llegar al refugio de Hitler, que ocupan las tropas "hispano-francesas" por delante de los americanos (Spielberg no recordará este hecho en su serie "Band of Brothers - Hermanos de Sangre").

Acabada, la guerra llega el olvido más absoluto, tanto por parte de la España franquista, como de la Francia gaullista, que no obstante, recordó a los soldados republicanos con condecoraciones, homenajes, y concedió asilo y la nacionalidad al que lo solicitó. Ni hablar de restaurar la legalidad republicana en España. Había nacido un nuevo enemigo, el comunismo, opuesto a las democracias occidentales o, mejor dicho, a los estados capitalistas occidentales y, claro, la España franquista era un país occidental y, ayuda americana mediante, capitalista.

Nuestros soldados republicanos fueron a ayudar a la República francesa, pero luego ésta no devolvió el favor y reconoció el "absolutismo" franquista español. Al final, la dictadura también propició la vuelta de la monarquía (de estirpe francesa) abolida por la república.

En fin, un recuerdo para aquellos "quijotes" que se fueron a liberar París y es que no todo va a ser recordar el "Dos de Mayo" ni la muerte del Obispo.

Saludos, salut, saudaçoes.


La Nueve antes de desembarcar en Normandía

Batalla de Ecouché. En primer plano, a la izquierda, Amado Granell

Desfile de la Nueve por los Campos Elíseos.
En primer plano, el semi-oruga "Santander
"

Descansando en el Parc de Boulogne junto al semi-oruga "Guadalajara"
Placa conmemorativa en Paris:
"Aux republicains espagnols composante principale de la colonne Dronne"
El extremeño Domingo Baños, en la portada del libro
dedicado a Amado Granell por el escritor Rafael Torres